Thursday, November 11, 2004
Arafat morreu: esse grande pulha...
Tuesday, June 08, 2004
olá amigos, depois de longo interlúdio regressamos com a mesma lucidez crítica de sempre, extasiando o abonado leitor com a nossa filáucia, a pesporrência sagaz que vos irá tirar o fôlego colocando um ponto final na mesquinha existência que é a vossa. preparem-se para contribuições regulares deste escriba, sempre pronto a desmantelar mitos, rasgar o véu que oculta a face pútrida da sociedade em delírios paisagísticos, autênticos arroubos de imagética simbolista, qual deleuze, qual merleau-ponty! aconselha-se terminantemente uma visita ao ciclo do cinema ávila, agora que as tardes cálidas convidam a permanecer na penumbra da sala de cinema trocando olhares entre co-autores, imersos na estultícia reinante. bravo caro leitor, ao me ter acompanhado neste périplo infernal, a barca de caronte aguarda-vos. lembrai-vos que para além do rio da memória, a amnésia será irreversível. acautelai-vos, mortais.
Monday, June 30, 2003
Do opróbio que representa ler as cinco primeiras páginas do romance "equador" de Miguel Sousa Tavares(MST) fica-nos a sensação nefasta do autor procurar à laia de pechisbeque enfeitado com latão fazer uma actualização d"'Os Maias" do imortal Eça para os gostos tão ressabiadamente impúdicos dos leitores dessa oficina dos livros que tão impropriamente e com falta de sensatez tem vindo a inundar o mercado literário com obras de gosto tão duvidoso como "Sei Lá". O deslustre é incomensurável na exacta medida inversa da genialidade dos escritores realistas do último quartel do séc. XIX.
Pensaria MST que seria de todo em todo apropriado um diálogo entre duas almas que apresentadas num salão de baile imediatamente começariam a discorrer sobre as vantagens e desvantagens de contrair matrimónio como se dois membros da elite burguesa de Lisboa ainda que de géneros opostos se sentissem tão intimamente ligados ao ponto de se apaixonarem ao primeiro rebolar de vistas. Seguidamente oscular-se-iam na penumbra da varanda iluminada por uma risonha lua cheia de modo a selarem um pacto de união eterna!
MST é suficientemente maduro para compreender que este seu arremedo de romance não procura fazer um retrato psicológico das figuras da alta sociedade portuguesa à maneira de um Gustave Flaubert ou de um Honoré de Balzac. Fique-se pelo jornalismo e comentarismo político MST. Os seus romances são um desconchavo mal alinhavado. Pensando que tecia uma fina cambraia não lhe saiu das mãos mais do que um trapo de linho rudemente cardado. É incipiente na narrativa e para uma personagem como José Bernardo Valença educado no escol do ensino universitário português abundam-lhe os coloquialismos e interjeições. E por aqui me fico. Sinceramente.
Pensaria MST que seria de todo em todo apropriado um diálogo entre duas almas que apresentadas num salão de baile imediatamente começariam a discorrer sobre as vantagens e desvantagens de contrair matrimónio como se dois membros da elite burguesa de Lisboa ainda que de géneros opostos se sentissem tão intimamente ligados ao ponto de se apaixonarem ao primeiro rebolar de vistas. Seguidamente oscular-se-iam na penumbra da varanda iluminada por uma risonha lua cheia de modo a selarem um pacto de união eterna!
MST é suficientemente maduro para compreender que este seu arremedo de romance não procura fazer um retrato psicológico das figuras da alta sociedade portuguesa à maneira de um Gustave Flaubert ou de um Honoré de Balzac. Fique-se pelo jornalismo e comentarismo político MST. Os seus romances são um desconchavo mal alinhavado. Pensando que tecia uma fina cambraia não lhe saiu das mãos mais do que um trapo de linho rudemente cardado. É incipiente na narrativa e para uma personagem como José Bernardo Valença educado no escol do ensino universitário português abundam-lhe os coloquialismos e interjeições. E por aqui me fico. Sinceramente.
Friday, June 27, 2003
A excitação de participar numa esfera virtual, virtualmente desconhecido torna-nos indiferentes ao sucesso, alheados da aurea sacra fames sic transit gloria mundi
Transforma-te em crisálida, desprende-te dos teus veios ensurdecedores, permite que a aproximação do radical estio não te entorpeça a sensatez de uma partida de pólo disputada em joviais campos, calcorreados pelos garanhões ofegantes, as selas reluzentes e lustrosas, enquanto o joquei munido do seu taco desfere pancadas ferozes e as manifestações de virilidade, gritos ordinários misturados com os músculos suados e doridos, eis que um Black Sunday estaca violentamente e o jogador cuspido embate com os queixais na turfa, fracturando o ilíaco. os companheiros acercam-se e ele contorcido de dores, qual Rob Roy da época moderna ergue-se vitorioso, contemplando os poentes arroxeados temperados por uma brisa morna enquanto profere estas frases lapidares: Do muito que sofri, nem sempre me trouxe o melhor proveito. ganhei torneios memoráveis mas não foram as setas de cupido a violar a minha timidez.
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